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Design inclusivo: Como criar rótulos que atendam a diversas necessidades e públicos

Neste artigo, você descobrirá como o design inclusivo pode transformar seus rótulos em ferramentas de acessibilidade e comunicação eficaz, impactando positivamente a experiência do cliente.


O que é design?


O design envolve a combinação de elementos visuais (imagens, cores, fontes) e funcionais (ergonomia, usabilidade) para criar produtos que sejam atraentes e fáceis de usar. A partir disso, podemos concluir que um bom design deve atender a todos os consumidores igualmente. Essa é a premissa de um design inclusivo.


O que é design inclusivo?


A palavra “inclusão” vem do latim e possui significado literal de “colocar algo ou alguém dentro de outro espaço”. O design inclusivo não foge dessa etimologia, já que ele visa proporcionar uma experiência equivalente para qualquer tipo de consumidor. Garantir essa experiência não prejudica o entendimento daquele que consegue acessar o produto com facilidade, pelo contrário, todos conseguem se beneficiar.


Motivos para aderir ao design inclusivo


Ampliação do público-alvo: Mais de 18% da população brasileira possui algum tipo de deficiência, o que representa um mercado significativo para empresas que adotam o design inclusivo;

● Criação de uma cultura inclusiva dentro da empresa;

● Melhoria na satisfação do cliente;

● Maior chance de fidelização do cliente e diferencial/inovação no mercado, pois empresas que focam na inclusão podem se destacar perante o mercado competitivo.


Muitas empresas optam por não aderir ao design inclusivo devido à percepção de sua complexidade ou à preocupação sobre, talvez, uma falta de demanda é legislação brasileira específica que se enfoque nesse tipo de acessibilidade. No entanto, reconhecer a importância desse tipo de design e encontrar maneiras de implementá-lo pode trazer mais benefícios do que desafios.


Legal! Mas como vou implementar isso na minha empresa?


Independente se sua empresa é grande ou pequena, existem diversas formas de implementação de um design inclusivo. São elas:


  • Tamanho dos textos: Muitos designers, na busca de rótulos “mais bonitos/harmônicos”, optam pelo o menor tamanho de fonte possível, estipulado pela ANVISA. Essa atitude não é inclusiva! Consumidores com baixa visão não conseguem ler o que está escrito e acabam perdendo sua autonomia, desta forma, é muito importante optar por fontes maiores e até que estejam em negrito.


  • Contraste de cores com texto e fundo: Pensando em uma forma de inclusão, a cor do fundo deve sempre contrastar com a cor da fonte. Isso ajuda as pessoas com deficiência visual a identificar melhor o que é um símbolo e o que é uma letra.


  • Braille: Apesar das ótimas dicas anteriores, pessoas cegas ou com baixíssima visão não conseguem acompanhar o que está escrito, muitas vezes. Dessa forma, o braile é uma alternativa perfeita.


  • Hot Stamping/Texturas: Adiciona texturas, cria uma identidade para aquele produto e aumenta a experiência sensorial para o consumidor. Ou seja, uma determinada textura para um rótulo específico, assim o indivíduo pode passar a mão e saber do que se trata.


  • Adição de QR CODES: Não é só pessoas com deficiência visual que precisam de inclusão. Pessoas analfabetas ou com dificuldade de leitura, podem acessar o rótulo com o QR CODE. A ideia é a seguinte: fazer uma gravação de voz com todas as informações do rótulo, criar um QR CODE que acesse aquele áudio. É interessante adicionar algumas imagens que indiquem, não-verbalmente, que aquele QR CODE possui esse fim.


  • Embalagem conversar com o intuito do produto: Nesse caso é importante que a embalagem não cause confusão no consumidor. Um exemplo do dia-a-dia é o famoso “feijão no pote de sorvete”, já que causa confusão na pessoa que está retirando o pote do congelador. É a mesma coisa com o produto, a embalagem deve conversar com ele para que não haja quaisquer problemas futuros.

Conclusão


Torna-se evidente, portanto, que o design inclusivo não é só importante como necessário, já que seu princípio é proporcionar uma experiência equivalente para todos os usuários. Sua aplicação beneficia todas as pessoas e caminha ao lado da responsabilidade social, uma cultura muito valiosa de se ter dentro de uma empresa.


Conseguimos demonstrar com clareza a importância desse tema? Você pensa em adaptar um design inclusivo na sua empresa? Conta pra gente!


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“Que a inclusão vire rotina, nunca uma exceção!”




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