Cosméticos Cruelty Free e Veganos

04.10.2019

Você já ouviu falar em cosméticos “Cruelty Free” e Veganos? Sabe a diferença entre essas duas denominações? Então confere este artigo, pois é um tema muito discutido atualmente e interessante para você empreendedor e também para o seu lado consumidor.

 

 

 

Você sabe o que é Veganismo?

 

O veganismo é uma filosofia motivada por convicções éticas com base nos direitos animais, que procura evitar exploração ou abuso dos mesmos. Também engloba a causa ambiental, visando ser mais sustentável e reduzir impactos. Uma pessoa vegana obrigatoriamente possui uma alimentação vegetariana estrita, onde não é consumido nada animal ou derivados. Além de excluir derivados animais e qualquer tipo de exploração de outras esferas, como cosmético e vestuário.

 

 

E o que são produtos “Cruelty Free”

 

A tradução para o português é “livre de crueldade”, uma marca de cosméticos que se denomina “Cruelty Free” não realiza testes em animais em qualquer etapa da sua produção, que vai desde a utilização dos insumos até o produto final. Além disso, também não terceirizam para outras empresas realizarem os testes em animais e nem compram de fornecedores que executem esses testes. No entanto, as marcas podem produzir apenas alguns de seus produtos como “Cruelty Free”.

 

A marca de cosméticos que possuir alguns ou todos os seus produtos “Cruelty Free” pode fazer uso de selos nas embalagens para informar ao consumidor.

 

 

E produto Veganos?

 

Contudo, para uma marca se intitular vegana, ela deve atender a uma serie de critérios em “todos” os seus produtos, que são:

  1. Adequar-se quanto a não utilização de animais para teste nos cosméticos, assim como qualquer outro tipo de exploração, em nenhuma etapa de sua produção, além de não terceirizar os testes e não comprar de fornecedores que testam. Caso a marca possua uma empresa mãe (quando é filiada a outra empresa), ela deve estar equivalente em relação a esse tópico.

  2. Os ingredientes não podem conter nada que seja oriundo de animais, como por exemplo: leite, mel, queratina animal, colágeno, lanolina, entre outros.

  3. Sobre a política da marca em relação a eventos, não pode patrocinar eventos que envolvam exposição ou exploração animal, como por exemplo: vaquejada, rodeio, hipismo, desfile de moda que utilize peles de animais, entre outros.

 

O que são os selos?

 

Uma marca de cosmético vegano pode fazer uso de selos nas embalagens para informar ao consumidor sobre sua política e produção.

 

Como não existe um selo oficial e único concedido por lei que garanta que determinado produto não tenha sido testado em animais, existem organizações como a PEA, Cruelty-Free International ou a PETA “People for Ethical Treatment of Animals” que desenvolveram seus próprios mecanismos para identificar empresas que se enquadram nesses modelos.

 

 

Selos Cruelty Free

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os três selos acima significam que o produto em questão não foi testado em animais, em nenhuma etapa de sua produção. Da esquerda para a direita, temos: primeiro o selo “The Leaping Bunny” (O Coelho Saltitante), da organização PEA, Cruelty Free International; o do meio, é da organização Peta, “People for Ethical Treatment of Animals” (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais); o último, é da “Choose Cruelty Free” (Escolha sem Crueldade).

 

 

Selo Vegano Nacional/ Internacional

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Veganismo Brasil é responsável pela permissão do uso do selo da Organização Veganismo Brasil (esquerda), assim como o selo original da Vegan Society (direita), ambos seguindo os mesmos critérios: apenas se aplicam aos produtos não testados em animais e livres de ingrediente de origem animal.

 

 

Selo da Sociedade Vegetariana Brasileira – Vegano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O selo da SVB é dado aos produtos que não passaram por testes em animais em nenhuma das etapas de sua fabricação, e que também não possuem ingredientes de origem animal.

 

 

Importância dos selos e suas falhas

 

Os selos foram criados para informar ao consumidor sobre o produto que está adquirindo, baseado nos tópicos discutidos anteriormente, são importantes já que os consumidores querem saber mais sobre o que estão consumindo e estão se tornando cada vez mais críticos acerca desse tema. Então, se você possui uma marca de cosméticos veganos ou está pensando em entrar nesse nicho de mercado, buscar certificações valoriza a empresa, mostra como funciona sua política e ainda alcança clientes adeptos dessa filosofia.

 

No entanto, um problema recorrente sobre o uso de selos é que muitas marcas estão criando seus próprios selos, sem nenhuma análise de qualquer “Organização”, já que não existe uma lei nacional que fiscaliza cosméticos Cruelty Free e Veganos. Além disso, muitas marcas na tentativa de enganar o consumidor, não respondem com clareza as dúvidas dos clientes, omitem ou mentem sobre sua cadeia de produção. Com isso, a consequência dessa política acaba sendo o enfraquecimento desta marca no mercado.

 

 

Tendência de mercado

 

No Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa do IBOPE conduzida em abril de 2018, o que representa quase 30 milhões de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar. 55% dos entrevistados declararam que consumiriam mais produtos veganos se estivessem melhor indicados nas embalagens e 60% deles afirmaram que substituiriam seus produtos por outros veganos se os preços forem equivalentes.

 

O ramo de cosmético vegano está diretamente relacionado com o tema marketing verde, outro assunto em alta no mercado, muitas empresas que se adequaram a esse nicho tiveram alta assertividade, devido ao crescente engajamento dos consumidores sobre as causas animal e ambiental, e que estão optando por consumir produtos que se enquadram nessa causa ética e sustentável.

 

Portanto, nós da Núcleo Consultoria gostaríamos de deixar uma dica muito importante para você caro leitor. Se está começando neste ramo, nossa dica é: seja sempre honesto com os consumidores, pois eles não estão consumindo só um produto, mas também os valores intrínsecos a ele.

 

E para o seu lado consumidor, nossa dica é: fiquem atentos a possíveis fraudes e denunciem. Pois, segundo artigo 66 do código de defesa do consumidor, lei 8078/90, fazer afirmação falsa ou enganosa ou omitir informação importante sobre a natureza do produto ou serviço é crime e resulta em detenção e multa.

 

Caso tenha interesse em saber mais ou tirar alguma dúvida, entre em contato conosco pelo e-mail faleconosco@nucleoconsultoriajr.com. Será um prazer atendê-lo.

 

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